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Fagner cala a Bombonera: Cruzeiro segura o empate com um a menos e fica perto das oitavas

CONMEBOL Libertadores – Fase de Grupos | 5ª Rodada (Grupo D) | Terça-feira, 19 de maio de 2026 | Estádio Alberto J. Armando (La Bombonera), Buenos Aires (Arge...

20 de maio de 2026 às 13:33

Fagner cala a Bombonera: Cruzeiro segura o empate com um a menos e fica perto das oitavas
Crédito: Gustavo Aleixo/Cruzeiro

CONMEBOL Libertadores – Fase de Grupos | 5ª Rodada (Grupo D) | Terça-feira, 19 de maio de 2026 | Estádio Alberto J. Armando (La Bombonera), Buenos Aires (Argentina)

O Cruzeiro arrancou um empate por 1 a 1 contra o Boca Juniors na Bombonera, mesmo tendo sido amplamente dominado no primeiro tempo e jogado a reta final com um homem a menos. Miguel Merentiel abriu o placar aos 16 minutos da etapa inicial, em cobrança de bola parada de Leandro Paredes que terminou com o uruguaio completando para as redes. Na volta do intervalo, o lateral-direito Fagner apareceu de forma inesperada para empatar logo aos oito minutos, finalizando da entrada da área após jogada construída pela esquerda. A expulsão de Gerson, ainda na segunda etapa, e um gol da virada de Merentiel anulado pelo VAR nos minutos finais completaram uma noite tensa em Buenos Aires.

Com o resultado, o Cruzeiro permanece na liderança em pontos do Grupo D e fica muito próximo de carimbar a vaga nas oitavas — depende apenas de si na rodada final. O Boca, pressionado e em terceiro lugar, segue dependendo de uma combinação de resultados, e ainda precisará aguardar o duelo entre Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil, marcado para quinta-feira (21/05), no Chile, para saber sua real situação.

O Jogo

O contexto era de pressão para os dois lados, em graus diferentes. O Boca, comandado por Claudio Úbeda, vinha de eliminação no Torneo Apertura argentino diante do Huracán e não entrava em campo desde 9 de maio, tentando usar o descanso para recuperar confiança. O Cruzeiro, de Artur Jorge, chegava em fase mais consistente, líder em pontos do grupo e ciente de que uma vitória garantiria classificação antecipada. No primeiro turno, a Raposa havia vencido por 1 a 0 no Mineirão, o que dava aos mineiros vantagem no confronto direto.

O primeiro tempo foi de claro domínio do Boca. Logo no início, Otávio precisou trabalhar em finalização de Merentiel, e aos 12 minutos fez grande defesa em chute de Di Lollo. A pressão se converteu em gol aos 16 minutos: Paredes cobrou bola parada com perigo, a bola passou pela área e Merentiel completou para abrir o placar — as fontes divergem se a origem foi falta ou escanteio. O Cruzeiro pouco produziu ofensivamente, tendo sua primeira chance clara apenas por volta dos 30 minutos, em contra-ataque puxado por Matheus Pereira que terminou com Kaio Jorge sem boa finalização. Antes do intervalo, Fagner ainda recebeu cartão amarelo por falta em Tomás Aranda. Os argentinos foram para o vestiário em vantagem e com ampla superioridade nas estatísticas.

A segunda etapa começou com outro Cruzeiro, mais adiantado e agressivo, mesmo sem alterações no intervalo. A recompensa veio rápido: aos oito minutos (54' de jogo), em jogada trabalhada pela esquerda, Kaiki chegou à linha de fundo e cruzou rasteiro para trás; a bola cruzou a área e sobrou para Fagner, que dominou e finalizou forte de pé direito da entrada da área, no canto de Brey, para empatar. O lance ainda foi conferido pelo VAR — por suposto impedimento na origem — e validado. O Cruzeiro quase virou na sequência: Christian recebeu em boa jogada de Matheus Pereira e Kaio Jorge e bateu rente à trave esquerda de Brey.

A reação celeste, porém, foi interrompida pela expulsão de Gerson, após dividida dura com Paredes (cartão vermelho confirmado por revisão, segundo parte das fontes). Com um a mais, o Boca voltou a pressionar e teve o gol da virada com Merentiel nos minutos finais, em jogada que começou com cruzamento de Blanco e desvio de Delgado; o VAR, no entanto, identificou toque de mão de Delgado no lance e anulou o tento. Na reta final, ainda houve um lance de possível mão na área do Cruzeiro reclamado pelo Boca e não revisado pelo árbitro Jesús Valenzuela, gerando protestos. Houve nove minutos de acréscimos. O jogo terminou 1 a 1.

Os Gols

MinutoJogadorTimeComo foi
16'Miguel MerentielBoca JuniorsCobrança de bola parada de Paredes; a bola passou pela área e o uruguaio completou para as redes
54' (8' do 2º T)FagnerCruzeiroApós cruzamento rasteiro de Kaiki pela esquerda, dominou e finalizou de pé direito da entrada da área, no canto de Brey

Observação: nos minutos finais, Merentiel ainda marcou o que seria o 2 a 1, mas o gol foi anulado pelo VAR por toque de mão de Milton Delgado na origem da jogada.

As Escalações

Boca Juniors: Leandro Brey; Malcom Braida, Ayrton Costa, Lautaro Di Lollo e Lautaro Blanco; Tomás Belmonte, Leandro Paredes (c), Milton Delgado e Tomás Aranda; Miguel Merentiel e Milton Giménez.

Técnico: Claudio Úbeda

Cruzeiro: Otávio; Fagner, Fabrício Bruno, Jonathan Jesus e Kaiki; Lucas Romero (c), Gerson e Matheus Pereira; Christian, Bruno Rodrigues e Kaio Jorge.

Técnico: Artur Jorge

Análise: O Que o Resultado Significa Para Cada Lado

Cruzeiro — Ponto valioso fora de casa, mesmo sob domínio adversário

O empate na Bombonera tem alto valor para o Cruzeiro, ainda que a equipe tenha sido amplamente dominada na etapa inicial. As estatísticas da partida mostram a disparidade: o Boca finalizou muito mais e teve folgada superioridade em escanteios e volume ofensivo. Sair de Buenos Aires com um ponto, jogando boa parte do segundo tempo com um a menos após a expulsão de Gerson, é resultado que a Raposa deve comemorar — e que a mantém com o destino nas próprias mãos para a última rodada.

O nome da noite foi Fagner. O lateral-direito experiente apareceu no apoio ofensivo no momento certo e fez o gol de empate, fundamental para o equilíbrio do confronto. Otávio também merece menção: foi peça decisiva no primeiro tempo, fazendo defesas que evitaram um placar mais elástico do Boca antes do intervalo. Por outro lado, a expulsão de Gerson é uma preocupação concreta para a sequência, já que o meio-campista é peça importante no esquema de Artur Jorge e desfalcará a equipe na decisão.

A perspectiva é favorável: o Cruzeiro depende apenas de si na rodada final. Segundo as fontes, uma vitória simples na última rodada garante a classificação às oitavas. O jogo decisivo será contra o Barcelona de Guayaquil, no dia 28 de maio, no Mineirão — um confronto em casa que aumenta a confiança celeste, embora exija atenção diante do desfalque de Gerson e do desgaste da maratona de jogos.

Boca Juniors — Domínio sem recompensa e mais um capítulo de frustração

Para o Boca, a sensação é de oportunidade desperdiçada. A equipe dominou o jogo, especialmente no primeiro tempo, criou muito mais chances que o adversário e ainda assim não conseguiu transformar essa superioridade em vitória. O contraste entre o volume ofensivo e a eficácia foi cruel: a equipe finalizou muitas vezes, mas esbarrou em Otávio e na falta de precisão nas conclusões. Depois do empate do Cruzeiro, mesmo com um jogador a mais pela expulsão de Gerson, o Boca não conseguiu furar a defesa adversária — e ainda teve o gol da virada anulado corretamente pelo VAR por mão de Delgado.

A noite terminou em clima tenso, com reclamações contra a arbitragem na reta final, em um lance de possível mão na área do Cruzeiro não revisado. Tatícamente, Claudio Úbeda, ainda buscando estabilidade no comando, viu sua equipe repetir um padrão preocupante: muita posse e finalização, pouca objetividade no momento decisivo. As entradas de Zeballos e Ángel Romero não mudaram o cenário.

A situação na tabela ficou delicada. Em terceiro lugar, o Boca depende de combinações de resultados e precisa aguardar o duelo entre Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil, na quinta-feira (21/05). Caso a Católica vença, o cenário do Xeneize fica ainda mais complicado para a última rodada. Para um clube do tamanho do Boca, a ameaça de queda na fase de grupos da Libertadores representa pressão institucional considerável.

Ficha Técnica

CampoInformação
CompetiçãoCONMEBOL Libertadores – Fase de Grupos (Grupo D)
Data19 de maio de 2026
LocalEstádio Alberto J. Armando (La Bombonera), Buenos Aires (Argentina)
ÁrbitroJesús Valenzuela (VEN)
AssistentesTulio Moreno (VEN) e Alberto Ponte (VEN)
VARÁngel Arteaga (VEN)
PúblicoNão divulgado oficialmente até o fechamento
GolsMiguel Merentiel (Boca) 16'; Fagner (Cruzeiro) 54' (8' do 2º tempo)
Cartões AmarelosFagner (Cruzeiro); Exequiel Zeballos (Boca) — confirmados pelas fontes; pode haver outros
Cartões VermelhosGerson (Cruzeiro) — entrada dura sobre Paredes na etapa final
TransmissãoParamount+

Classificação do Grupo D (situação após o jogo)

O Cruzeiro permanece na liderança em pontos do Grupo D e depende apenas de si para se classificar. O Boca Juniors está em terceiro lugar. A posição exata e a pontuação consolidada da tabela dependem do resultado de Universidad Católica x Barcelona de Guayaquil, que ainda não havia sido disputado até o fechamento desta análise (jogo marcado para quinta-feira, 21/05, no Chile).

Considerações Finais

A noite na Bombonera reforçou um padrão que tem marcado a campanha das duas equipes. O Cruzeiro mostrou resiliência: foi dominado, sofreu, mas soube sustentar o resultado mesmo em desvantagem numérica e sai de Buenos Aires com o controle do próprio destino. É o tipo de ponto que pode valer uma classificação — especialmente porque a decisão será em casa, no Mineirão.

Para o Boca, o empate é mais um capítulo de uma temporada conturbada. A equipe teve volume, criou chances, dominou o adversário em boa parte do jogo, mas a falta de eficácia ofensiva e a frustração com a arbitragem resumem o momento. Mesmo com a vantagem numérica conquistada após a expulsão de Gerson, o time não conseguiu o gol da vitória — e agora vive a dependência de resultados alheios, algo desconfortável para um clube de seu porte.

O futuro do Grupo D passa, em grande parte, pelo confronto entre Universidad Católica e Barcelona de Guayaquil na quinta-feira. O resultado desse jogo definirá os cenários da última rodada para Cruzeiro e Boca. A Raposa, por enquanto, está em situação confortável; o Xeneize, à beira de uma decisão que pode definir o tom de toda a sua temporada.

No fim, o 1 a 1 deixou os dois lados com sensações opostas: o Cruzeiro com alívio (apesar do desfalque de Gerson na sequência) e o Boca com a frustração de quem fez mais e levou menos. A última rodada dirá quem traduz seu momento atual em classificação.

Análise baseada na 5ª rodada da CONMEBOL Libertadores 2026.

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