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Labyad desencanta e o Corinthians garante a liderança: empate em Montevidéu vale o topo do grupo

CONMEBOL Libertadores – Fase de Grupos (Grupo E) | 5ª Rodada | Quinta-feira, 21 de maio de 2026 | Estádio Campeón del Siglo, Montevidéu (Uruguai)

22 de maio de 2026 às 15:34

Labyad desencanta e o Corinthians garante a liderança: empate em Montevidéu vale o topo do grupo
Crédito: Gabriel Silva/RasPress/Folhapress

CONMEBOL Libertadores – Fase de Grupos (Grupo E) | 5ª Rodada | Quinta-feira, 21 de maio de 2026 | Estádio Campeón del Siglo, Montevidéu (Uruguai)

Jogando com uma formação alternativa e já classificado para as oitavas, o Corinthians arrancou um empate por 1 a 1 com o Peñarol no Campeón del Siglo, em Montevidéu, pela 5ª rodada da fase de grupos da Libertadores — um resultado que garantiu ao Timão a liderança isolada do Grupo E, com uma rodada de antecedência. Maxi Oliveira abriu o placar para os uruguaios ainda no primeiro tempo, de cabeça, mas Zakaria Labyad deixou tudo igual na etapa final, marcando seu primeiro gol com a camisa alvinegra e sendo eleito o melhor jogador em campo.

Com o ponto somado, o Corinthians chegou aos 11 pontos, manteve a invencibilidade na competição e assegurou o topo da chave — o que credencia o clube a ficar no Pote 1 do sorteio das oitavas de final. Já o Peñarol, que precisava da vitória para sobreviver, ficou sem chances de classificação e amargou a lanterna do grupo, com apenas três pontos.

O Jogo

O contexto era de pressões opostas. O Corinthians, comandado por Fernando Diniz, já estava classificado e podia administrar — um empate bastava para garantir a liderança definitiva. Por isso, o treinador escalou uma formação alternativa, preservando parte importante dos titulares em meio ao calendário apertado. O Peñarol, ao contrário, jogava por sua sobrevivência na competição, precisando vencer para seguir vivo na briga por uma vaga no mata-mata.

A etapa inicial começou morna, mas o Peñarol foi mais efetivo e abriu o placar logo na primeira chegada de perigo. Aos 18 minutos, Trindade cobrou escanteio pela esquerda e Maxi Oliveira subiu mais alto que a defesa corintiana para desviar de cabeça, sem chances para Hugo Souza. Os uruguaios seguiram pressionando e chegaram a marcar o segundo, aos 39 minutos, com Umpiérrez aproveitando uma falha — mas o tento foi anulado por impedimento de Arezo no início da jogada. O lance pareceu acordar o Corinthians, que terminou o primeiro tempo em alta: aos 41, Pedro Milans chapou de pé esquerdo e a bola saiu raspando a trave após desvio de Maxi Oliveira; aos 43, Kaio César obrigou Aguerre a uma boa defesa; e aos 44, em lance dentro da área, André finalizou mas acabou acertando o companheiro Pedro Raul, que, sem querer, impediu o empate.

O segundo tempo começou da mesma forma que o primeiro terminou: com o Corinthians pressionando. Aos seis minutos, Labyad puxou para dentro e bateu com perigo, próximo à trave. O Timão seguiu ditando o ritmo e foi premiado aos 17/18 minutos: Kaio César cruzou pela direita, Aguerre defendeu o desvio de Pedro Raul, e Labyad, atento ao rebote, completou para o fundo das redes, decretando a igualdade. Atrás do resultado que o eliminava, o Peñarol se lançou ao ataque, abriu espaços e ficou exposto aos contra-ataques. O Corinthians teve as melhores chances para virar: Garro arriscou de longe e obrigou Aguerre a uma grande defesa, e Yuri Alberto, já nos minutos finais, desperdiçou uma oportunidade clara, parando no goleiro uruguaio. O 1 a 1 se manteve até o apito final.

Os Gols

MinutoJogadorTimeComo foi
18' (1º T)Maxi OliveiraPeñarolCobrança de escanteio de Trindade pela esquerda e cabeçada no fundo das redes, sem chance para Hugo Souza
17'/18' (2º T)Zakaria LabyadCorinthiansKaio César cruzou, Aguerre defendeu o desvio de Pedro Raul e Labyad completou o rebote para o gol

O Que o Resultado Significa Para Cada Lado

Corinthians — Liderança assegurada e o respiro de Labyad

O empate cumpriu o objetivo central com folga: o Corinthians garantiu a liderança isolada do Grupo E com uma rodada de antecedência, o que assegura a vantagem de ficar no Pote 1 no sorteio das oitavas — detalhe importante, pois pode render adversários teoricamente mais acessíveis e a decisão dos confrontos em casa. Tudo isso com a invencibilidade na competição preservada e poupando titulares, o que mostra a solidez da campanha alvinegra na Libertadores.

O grande personagem foi Zakaria Labyad. Eleito o melhor em campo, o marroquino marcou seu primeiro gol pelo clube em um momento importante e respondeu dentro de campo, justamente quando parte da torcida questionava seu desempenho. Foi também peça ativa na criação ao longo do jogo. Por outro lado, a noite reacendeu as críticas a Yuri Alberto, que desperdiçou uma chance clara de virada no fim — episódio que repercutiu entre os torcedores. A atuação reforça que o Timão, mesmo com elenco alternativo, tem qualidade para competir fora de casa.

A perspectiva é tranquila. Com a vaga e a liderança garantidas, Diniz pode usar a última rodada para gerenciar o elenco e preparar o time para o mata-mata, sem a pressão de depender de resultados. É a situação ideal para um clube que começou a campanha com três vitórias seguidas e administrou bem o restante.

Peñarol — Eliminação e a frustração de uma campanha irregular

Para o Peñarol, o empate teve sabor de eliminação. Precisando vencer para seguir vivo, o time uruguaio fez o que podia no primeiro tempo — abriu o placar, pressionou e até marcou um segundo gol anulado —, mas não conseguiu sustentar a vantagem nem o ímpeto na etapa final. Quando o Corinthians empatou, o Carbonero se viu obrigado a se expor ainda mais, e a falta de repertório ofensivo, recorrendo a bolas alçadas na área, não foi suficiente para superar a defesa alvinegra.

O resultado confirma uma campanha continental irregular do Peñarol, que terminou na lanterna do grupo com apenas três pontos. O time teve méritos pontuais — o gol de bola parada de Maxi Oliveira e a pressão inicial —, mas pagou caro pela inconsistência ao longo da fase de grupos. Washington Aguerre, o goleiro, ainda evitou um placar pior com defesas em finalizações de Garro e Yuri Alberto, mas não foi o bastante para mudar o destino da equipe.

A eliminação encerra as ambições continentais do Peñarol nesta edição da Libertadores. Resta ao clube uruguaio voltar as atenções para o campeonato nacional e reavaliar uma campanha que ficou aquém do esperado para uma das maiores instituições do futebol sul-americano.

Ficha Técnica

CampoInformação
CompetiçãoCONMEBOL Libertadores – Fase de Grupos (Grupo E)
Data21 de maio de 2026 (quinta-feira)
LocalEstádio Campeón del Siglo, Montevidéu (Uruguai)
ÁrbitroPiero Maza (CHI)
AssistentesClaudio Urrutia (CHI) e Juan Serrano (CHI)
VARJuan Lara (CHI)
Público / RendaNão divulgados de forma consistente nas fontes consultadas
GolsMaxi Oliveira (Peñarol) 18'/1ºT; Zakaria Labyad (Corinthians) 17'/18' 2ºT
Cartões AmarelosNão detalhados de forma consistente nas fontes consultadas
Cartões VermelhosNenhum registrado nas fontes consultadas
TransmissãoESPN e Disney+

Considerações Finais

A noite em Montevidéu foi de objetivo cumprido para o Corinthians. Mesmo com um time alternativo e diante de um Peñarol que precisava vencer e começou melhor, o Timão mostrou maturidade: aguentou a pressão inicial, reagiu após o gol sofrido e buscou o empate que lhe bastava — e que, na prática, valeu a liderança do grupo e uma posição privilegiada no sorteio das oitavas. Vencer "feio" ou empatar com inteligência fora de casa são habilidades valiosas em uma competição de mata-mata como a Libertadores.

Zakaria Labyad foi o símbolo da noite: pressionado, respondeu com o gol que garantiu o topo da chave e calou parte das críticas. É o tipo de virada de chave que pode dar confiança a um jogador em adaptação. Já a chance perdida por Yuri Alberto mantém aceso o debate sobre o setor ofensivo alvinegro, algo que Diniz precisará equacionar antes do mata-mata.

Para o Peñarol, fica a frustração de uma eliminação que reflete uma campanha irregular. O time teve momentos, mas não a constância necessária. Com o Corinthians já classificado e líder, a última rodada será, para o Timão, uma oportunidade de gestão; para o futebol uruguaio, mais um capítulo de reflexão sobre a dificuldade de seus clubes em sustentar campanhas longas no continente.

Análise baseada na 5ª rodada da CONMEBOL Libertadores 2026.

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