Kaique Kenji Decide em Salvador: Cruzeiro Vira na Fonte Nova e Acende a Tabela
Brasileirão Betano 2026 – Série A | 15ª Rodada | 9 de maio de 2026 | Arena Fonte Nova, Salvador (BA)...

Brasileirão Betano 2026 – Série A | 15ª Rodada | 9 de maio de 2026 | Arena Fonte Nova, Salvador (BA)
A Arena Fonte Nova esperava uma noite de festa, mas o roteiro foi escrito pelo Cruzeiro. O Bahia abriu o placar no primeiro tempo com um pênalti de Luciano Juba, pareceu encaminhar a vitória, mas a Raposa não se dobrou: Kauã Moraes empatou ainda na primeira etapa e, aos 86 minutos, Kaique Kenji — que havia entrado no intervalo — sacramentou a virada. Placar final: 1 a 2 para o Cruzeiro, um resultado que cheiraria a zebra pelo contexto da tabela, mas que a entrega da equipe mineira ao longo dos 90 minutos ajuda a explicar.
Com a vitória, o Cruzeiro sobe para 19 pontos e escapa da zona de rebaixamento. O Bahia permanece com 22 pontos, mas perde uma posição na classificação.
O Jogo
O Cruzeiro chegou a Salvador carregando as marcas de uma semana dupla exigente. A Raposa vinha de um empate heroico em 0 a 0 com a Universidad Católica, em Santiago, pela Copa Libertadores — com dez homens por mais de 45 minutos —, e desembarcou na Fonte Nova ainda sem Cássio, Marquinhos e Kauã Prates, todos lesionados. Do outro lado, o Bahia de Rogério Ceni atuava em casa, embalado, com um elenco recheado de opções e a torcida empurrando.
O primeiro tempo foi de jogo físico e disputado. Fabrício Bruno levou o amarelo cedo, aos 23 minutos, em falta que indicava o termômetro da partida. Três minutos depois, saiu o gol do Bahia: após lance na área, o árbitro marcou pênalti, e Luciano Juba bateu firme no canto para abrir o placar. Santi Ramos Mingo foi amarelado logo na sequência, ao reclamar de alguma marcação, mas o que importou para a torcida tricolor foi o 1 a 0 no placar.
O Cruzeiro, porém, respondeu antes do intervalo. Aos 42 minutos, Kauã Moraes avançou pela esquerda com propósito, entrou na área e finalizou no canto — gol de lateral que sabia ser atacante. O empate mudou a atmosfera na Fonte Nova e obrigou Rogério Ceni a repensar o plano para a segunda etapa.
A segunda etapa começou com Artur Jorge movendo logo as peças: Kaique Kenji entrou no lugar de Matheus Henrique, dando mais mobilidade e profundidade ao ataque mineiro. Simultaneamente, Bahia também trocou — Ademir por Mateo Sanabria —, mas as alterações tricolores não interromperam o crescimento da Raposa. Com Matheus Pereira movimentando e Sinisterra pressionando pela esquerda, o Cruzeiro passou a dominar a segunda etapa.
O Bahia ainda tentou reagir com novas trocas — Rodrigo Nestor, Cristian Olivera e Michel Araújo foram acionados —, mas o time de Ceni não conseguiu recuperar o controle. E aos 86 minutos, chegou o gol que decretou a virada: Kaique Kenji recebeu passe em profundidade, dominou na área com categoria e bateu cruzado, sem chance para Léo Vieira. A Fonte Nova foi ao silêncio. O Cruzeiro segurou até o apito final e saiu de Salvador com três pontos de ouro.
Os Gols
| Minuto | Jogador | Time | Como foi |
| 26' | Luciano Juba | Bahia | Pênalti convertido com firmeza no canto, abrindo o placar para os donos da casa |
| 42' | Kauã Moraes | Cruzeiro | Avanço pela esquerda, entrada na área e finalização rasteira no canto — empate antes do intervalo |
| 86' | Kaique Kenji | Cruzeiro | Recebeu em profundidade, dominou na área e bateu cruzado, sem chances para o goleiro |
As Escalações
Bahia: Léo Vieira; Acevedo, David Duarte, Santi Ramos Mingo e Luciano Juba; Jean Lucas, Erick e Nicolás Acevedo; Everton Ribeiro, Erick Pulga e Mateo Sanabria.
(Substituições: Ademir por Sanabria, início do 2T; Rodrigo Nestor por Everton Ribeiro, 60'; Michel Araújo por Jean Lucas e Cristian Olivera por Erick Pulga, 71')
Técnico: Rogério Ceni
Cruzeiro: Otávio; Fágner, Fabrício Bruno, Jonathan e Kauã Moraes; Lucas Romero, Gérson e Matheus Henrique; Neiser Villarreal; Matheus Pereira e Luis Sinisterra.
(Substituições: Kaique Kenji por Matheus Henrique, início do 2T; Kaio Jorge por Neiser Villarreal, 61'; Lucas Villalba por Kauã Moraes e Wanderson por Sinisterra, 71'; Lucas Silva por Gérson, 77')
Técnico: Artur Jorge
Análise: O Que o Resultado Significa Para Cada Lado
Cruzeiro — Virada que Respira
Poucos esperavam que o Cruzeiro saísse de Salvador com três pontos. A Raposa chegou desgastada, com desfalques importantes e ainda carregando o peso emocional da noite dramática em Santiago três dias antes. Mas foi exatamente esse grupo que entrou em campo, mostrou personalidade e virou o placar na Fonte Nova.
O nome da noite foi Kaique Kenji. O atacante entrou no intervalo e foi determinante: deu ritmo ao ataque, manteve a pressão nos minutos finais e marcou o gol da vitória com frieza de quem joga como se fosse titular. É o tipo de atuação de reserva que muda campanhas. Artur Jorge vai dormir satisfeito — não pela qualidade estética do jogo, mas pela entrega e pela eficácia do grupo num momento difícil.
Com 19 pontos, o Cruzeiro continua subindo na tabela. Próximo desafio é Copa do Brasil contra o Goiás e agora com a moral de duas partidas sem derrota. Maio, para a Raposa, é o mês que vai definir os próximos meses.
Bahia — Casa que Precisava Sustentar
Para o Bahia, a derrota dói pelo contexto: em casa, abrindo o placar, contra um time que vinha desgastado de outra competição internacional. A equipe de Rogério Ceni não soube segurar a vantagem e cedeu o jogo para um adversário com mais determinação na segunda etapa.
O empate ainda no primeiro tempo foi o ponto de inflexão. A Raposa não precisou virar o jogo na raça — o empate antes do intervalo reequilibrou as emoções e deu confiança para a equipe mineira no retorno do vestiário. O Bahia, por sua vez, não encontrou respostas nas substituições e foi superado no segundo tempo por intensidade e objetividade.
Com 22 pontos na 6ª posição, o Tricolor baiano mantém boa colocação, mas perde terreno para a zona da Libertadores. A pressão para reagir em casa cresce — e o próximo confronto precisará mostrar que essa noite foi exceção, não tendência.
Ficha Técnica
| Campo | Informação |
| Competição | Brasileirão Betano 2026 – Série A, 15ª Rodada |
| Data | 9 de maio de 2026 |
| Local | Arena Fonte Nova, Salvador (BA) |
| Árbitro | Rodrigo José Pereira de Lima (PE) |
| Assistentes | Não informados |
| VAR | Antonio Magno Lima Cordeiro (CE) |
| Público | Não divulgado |
| Gols | Luciano Juba (BAH) 26', Kauã Moraes (CRU) 42', Kaique Kenji (CRU) 86' |
| Cartões Amarelos | Fabrício Bruno (CRU) 23', Santi Ramos Mingo (BAH) 34', Kauã Moraes (CRU) 62', Lucas Romero (CRU) 76', Otávio (CRU) 89' |
| Cartões Vermelhos | Nenhum |
| Transmissão | SporTV, Premiere e Globoplay |
Considerações Finais
A vitória do Cruzeiro na Fonte Nova é um daqueles resultados que, na hora, surpreende — mas que a narrativa do jogo ajuda a entender. O Bahia foi superior no início, aproveitou o pênalti para abrir o placar, e parecia encaminhar os três pontos. Mas a Raposa nunca deixou de jogar, empatou ainda no primeiro tempo e, com uma entrada de Kaique Kenji muito bem aproveitada por Artur Jorge, virou no final.
Para o Cruzeiro, a vitória é mais do que três pontos: é uma injeção de ânimo para continuar subindo na tabela. Com Otávio seguro no gol — novamente — e atacantes respondendo quando chamados, a Raposa tem mais recursos do que a tabela sugeria semanas atrás.
Para o Bahia, é hora de reflexão. Um time que joga em casa, com a torcida presente, tem que saber sustentar uma vantagem. A derrota não destrói uma campanha ainda sólida, mas levanta uma pergunta que Rogério Ceni vai precisar responder nas próximas semanas: esse elenco tem consistência para brigar lá em cima?
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